O Grande Hotel Budapeste: A Obra-Prima de Wes Anderson

O novo filme de Wes Anderson é o ápice do acúmulo de talento, expressão e linguagem visual desde sua obra-prima, Os Excêntricos Tenenbaus. Neste filme, ele se utiliza de todos os elementos que o fizeram ser um dos cineastas norte-americanos mais originais da atualidade.

Seus filmes possuem um conceito estético próprio, como se todos eles fossem feitos num planeta desconhecido por nós, mas com irônicas semelhanças de infames eventualidades. O filme é narrado por uma pessoa que está escrevendo um livro contando a história de uma segunda pessoa, que tem ligação intima com a terceira pessoa que desencadeia todos os eventos do filme, parece ser complicado, mas esta confusão é inevitável nos filmes de Wes Anderson, que se utiliza de vários personagens complexos e esquisitos em situações absurdas e excêntricas, para se contar uma história.

the-grand-budapest-hotel-51


O filme conta a excêntrica estória de Gustave H., interpretado magistralmente por Ralph Fiennes, que tem um trabalho muito incomum, ser um concierge absurdamente metódico de um famoso hotel situado na Europa. Este magnífico personagem possui uma persona angustiante, engraçada e esnobe que além de concierge, ele possui outras atividades moralmente questionáveis, como dar às senhoras já idosas um prazer sexual que há muito tempo não sentiam, quanto mais inseguras, superficiais, ricas, loiras e idosas melhor para seu ego e autoestima. Quando uma destas senhoras morre de forma misteriosa, em seu testamento, ela deixa para Gustave H. um quadro renascentista de valor inestimável, despertando a ira de seu único filho Dimitri, interpretado por Adrien Brody, um rapaz com uma aparência tétrica que possui ligação com o partido fascista, e de seu capanga psicótico Jopling, interpretado por Willem Dafoe.

Apenas Wes Anderson consegue agregar num único filme, vários atores/atrizes talentosos sem que isso ofusque a narrativa, uma linguagem que possui uma dramaticidade e comicidade ímpar. Ele mistura elementos gráficos e estéticos que fazem parte desta maravilhosa narrativa. A fotografia é visualmente agradável e desconcertante, por ser bastante colorida e distorcida, lembrando muito os filmes de Terry Gilliam, aliás, o humor irônico, nonsense e sarcástico dos filmes de Wes Anderson, se parece bastante com os da trupe inglesa, Monty Phyton, não só o conceito narrativo, mas também a estrutura visual dos figurinos e cenários externos, que são constituídos por miniaturas e recortes. Enfim, este maravilhoso filme é mais um clássico de Wes Anderson.

 
Share on Google Plus

About leandro godoy

Sou o criador, editor chefe e escritor do site Cinema e Fúria. Gosto dos mais malucos exploitations, aos cultuados filmes de arte até ao mainstream do cinemão pipoca. Meus outros interesses são: odontologia, literatura e música.
    Comentar pelo Blogger
    Comentar pelo Facebook

0 comentários:

Postar um comentário