BATMAN: A PIADA MORTAL!




OBS: AO FINAL DO TEXTO ESTÁ ANÁLISE EM VÍDEO!
Batman: A Piada Mortal é a livre adaptação de uma das mais revolucionárias graphic novels já feitas, escrita por Alan Moore e desenhada por Brian Bolland. Nesta animação a transposição é de uma forma literal, frame a frame o filme vai dando movimentos a obra. Mas não se engane, esta animação está longe de ser parecida com a graphic novel, por mais que algumas partes dos textos de Alan Moore estejam lá na integra este filme não possui os desenhos do artista Brian Bolland que dá vida a essa magistral parábola psicológica sobre perda da sanidade mental que tem o Coringa como protagonista, provando que uma obra-prima em quadrinhos não se faz somente pela genialidade de um escritor.
Esta animação produzida pela DC é dirigida pelo cineasta Sam Lio, que já havia trabalhado em várias outras animações da produtora sendo uma delas a adaptação da graphic novel Batman: Ano Um escrita por Frank Miller e desenhada por David Mazzucchelli, que para mim é uma das melhores animações da DC.
Esta animação infelizmente possui muito mais erros do que acertos, quando vi que iriam fazer uma animação desta graphic novel e com o histórico deste diretor e de todos os outros envolvidos, como o Mark Hamill emprestando mais uma vez sua voz ao Coringa, nada mais nada menos que Brian Azzarello escrevendo o roteiro e etc, eu me empolguei. Outra coisa que aumentou minhas expectativas perante a esta animação foi que a Warner descartou a classificação etária PG-13 (13 anos) com o motivo de que queria transpor essa graphic novel de forma fiel, fazendo com que esta animação seja o primeiro filme do Batman a ter a classificação R (maiores de 17 anos nos EUA).
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O grande problema aqui é o prólogo que foca na Batgirl aumentando a duração da animação, um conceito que não adiciona nada ao filme, aliás, só faz deixá-lo longo e descontextualizado com a verdadeira intenção da estória que é a relação destrutiva e psicótica entre Batman e Coringa, mostrando também pela primeira vez a origem do Coringa um dos psicopatas mais insanos dos quadrinhos.
O que mais pesou aqui com certeza foi o fato de que não existe nenhuma semelhança dos traços da animação com o do artista Brian Bolland, algo que foi respeitado em outras animações da DC como a adaptação de outros clássicos revolucionários, como Batman: Ano Um e Batman: O Cavaleiro das Trevas I e II. Sinceramente, não entendi porque aqui não foi feito o mesmo.
Brian Bolland transpôs de forma visceral, obscura e psicodélica criando em quadros desconexos uma sensação de desconstrução mental que objetiva toda a loucura e horrores proporcionados pelo Coringa. Nesta animação o Coringa também é desenhado de uma forma totalmente diferente, ele não te convence como um louco psicótico que nada condiz com os palavras proferidas por ele, mesmo que Mark Hamill dê tudo de si, falta loucura em sua expressão, falta vida. 
O vídeo abaixo foi feito por um fã frustado que redesenhou o trailer desta animação nos traços mais parecidos de Brian Bolland comparando-os com os traços usados para a animação, assista-o que assim compreenderá melhor o que quero dizer




A incoerência absurda do roteiro desta animação é de uma ambiguidade tão grande entre a estória da Batgirl e do Coringa que se você separar um segmento do outro, não fará diferença nenhuma, dando uma perspectiva totalmente diferente ao filme. Aquilo que poderia ter sido uma das melhores animações da DC se transformou em algo frustante para os fãs, como um todo a animação não funciona e entrega algo confuso, destituído de emoção e totalmente descartável.


ANÁLISE EM VÍDEO:





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About leandro godoy

Sou o criador, editor chefe e escritor do site Cinema e Fúria. Gosto dos mais malucos exploitations, aos cultuados filmes de arte até ao mainstream do cinemão pipoca. Meus outros interesses são: odontologia, literatura e música.
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