ENIGMA DE UMA VIDA, 1968 (ANÁLISE) PROJETO GRINDHOUSE!



The Swimmer  ou Enigma de Uma Vida de 1968 é um filme que nos faz pensar, um drama que mostra a jornada melancólica de um burguês que foi à ruína devido a uma vida de más escolhas. Um filme que mostra de forma empírica o que o materialismo representa para aqueles que o almejam de forma desregrada, sem dar nenhum valor as relações humanas, as transformando em algo fútil e vazio.

A obra roteirizada por  Eleanor Perry é simples, estranha e única que é magistralmente conduzida pelo o cineasta Frank Perry, que não se perde na premissa por muitas das vezes lúdicas do filme. O filme começa com a personagem principal Ned Merrill interpretado por Burt Lancaster, que depois de ficar o verão inteiro desaparecido, ele reaparece como a um fantasma na mansão de alguns amigos, vestido apenas um calção de banho que é o único figurino usado por ele durante toda a obra, mergulhando graciosamente na piscina.

O filme se passa num conglomerado de mansões localizadas numa das áreas residenciais mais caras e almejadas dos EUA, numa planície de colinas embrenhadas dentro de uma gigantesca área verde. Aqui, a piscina representa dentro de um conceito onipresente no que há de mais chamativo na arquitetura destas mansões, dependendo do seu tamanho e magnitude ela trás statos aos seus esnobes moradores.


Então, o aparentemente sociável Ned Merril, decide visitar todos aqueles que possuem piscinas planejando nadar em todas elas até chegar em sua própria casa, socializando-se com os moradores e contando suas histórias. Enquanto ele se aproxima de sua casa, as verdades que ele tanto se esforça para manter se tornam mentiras o desgastando de forma física e mental, nos mostrando que aquele homem de outrora que parecia ter de tudo, na verdade, não possui nada.

O filme é um drama social e moral que nos prende e desconcerta. Através da personagem principal, a obra mostra de forma crua as relações interpessoais de burgueses que enxergam o mundo apenas pelos olhos de suas luxuosas vidas vazias, subvertendo este tão almejado estilo de vida e enaltecendo tudo aquilo que nos torna humanos.

Este filme faz também uma metáfora ao estilo de vida burguês quando a jornada da personagem principal vai se tornando algo subjetivo, mostrando a sua verdadeira intenção e de como cada mansão que ele vai adentrando vai se tornando algo substantivo e desconexo com seu estado mental. O filme, através das piscinas, também faz uma metáfora e uma crítica ácida das diferenças descomunais que há entre as classes sociais.





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About leandro godoy

Sou o criador, editor chefe e escritor do site Cinema e Fúria. Gosto dos mais malucos exploitations, aos cultuados filmes de arte até ao mainstream do cinemão pipoca. Meus outros interesses são: odontologia, literatura e música.
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