UPGRADE (2018): ULTRAVIOLÊNCIA, CYBERPUNK E MUITA AÇÃO.






Este filme é uma mescla de todos os clichês do gênero cyberpunk possíveis, todas suas tendências, estéticas, cultura, crítica social e estilos. O filme é dirigido por Leigh Whannell que também assina o roteiro do longa, este é o segundo filme do cineasta que dirigiu Sobrenatural: A Origem de 2015. O cineasta e roteirista Leigh Whannell é mais conhecido por ter escrito o genial roteiro de Jogos Mortais de 2004.

O filme Upgrade ainda conta com elenco desconhecido o que dá um charme de experimental a obra, o ator Logan Marshall-Green (Grey Trace) faz o personagem principal e sua atuação física é mimicamente sensacional, as cenas onde ele não consegue controlar seu corpo são muito convincentes e divertidas. Os demais atores estão confortáveis em seus papéis e fazem um antagonismo e ponte entre as buscas e descobertas do personagem principal. E só lembrando que o ator Logan Marshall-Green  é a cara do ator Tom Hardy.

Não há muito o que falar sobre esta obra, tudo nela é familiar, se você for um nerd amante de ficção científica principalmente de obras cyberpunks japoneses esse filme te fará delirar, tudo nele é uma ode a este gênero. A biotecnologia militarizada onde as pessoas transformam literalmente seus braços em armas, implantes cybernéticos, inteligencia artificial, sociedade mecanizada e toda teocracia que rege esse universo está lá.

O defeito do filme é o seu maior acerto, por incrível que pareça. Apesar de tudo ser familiar como já disse, o roteiro é surpreendente apesar de apenas parecer previsível, essa armadilha me tirou um pouco do filme, quando estava totalmente fora da obra ela me puxou de volta de forma espetacular e isso tudo acontece bem nos minutos finais, confesso que vou revê-lo.

A palavra clichê define o filme, a obra de Willian Gibson - considerado o pai do cyberpunk, ele modernizou esse universo em detalhes no livro e grande clássico da ficção científica Neuromancer - no que diz respeito a estética está bem fiel, algo que já foi mostrado em dezenas de outros lugares na cultura pop. Eu gostei bastante desse filme porque ele me lembrou aqueles animes cyberpunks bem obscuros, que não apresentam nada de novo, mas te diverte bastante com cenas de ação muito bem feitas, ultraviolência, uma estória maluca, e ainda sobra em alguma parte da obra uma ligeira e pertinente reflexão sobre o homem e a máquina.  Se você é fã de filmes assim, pode assistir sem medo.


TRAILER:


             

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About leandro godoy

Sou o criador, editor chefe e escritor do site Cinema e Fúria. Gosto dos mais malucos exploitations, aos cultuados filmes de arte até ao mainstream do cinemão pipoca. Meus outros interesses são: odontologia, literatura e música.
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