HALLOWEEN (2018): CRÍTICA.





Uma das maiores franquias de terror dos anos 1980 foi a criada por John Carpenter e lançada em 31 de outubro de 1978, o filme Halloween e seu icônico vilão Michael Myers. A série foi revisitada com carinho pela produtora estadunidense Blomhouse que vem lançando ultimamente excelentes filmes do gênero de horror. A produtora decidiu investir novamente nesse clássico mas de forma diferente, não com um reboot mas fazendo uma continuação direta do clássico de 1978, descartando todas as continuações lançadas ao decorrer de três décadas e criando uma nova cronologia.

Assim como no clássico de 1978 o filme possui um roteiro simplório e focado no que o vilão Michael Myers representa: uma essência maligna que está além da compreensão humana, uma representação mortal dos monstros pelo imaginário coletivo que nos fazem olhar desconfiados para os cantos escuros, temendo ser punidos por eles caso infringirmos as regras estabelecidas. Não é ao acaso que o apelido de Michael Myers nos filmes é Boogie man ou bicho papão.

Nesta continuação a estória se passa quarenta anos depois do primeiro filme, há um claro sentimento de nostalgia por parte dos realizadores mas mesmo assim o filme consegue se sustentar sozinho sem o peso do clássico Carpentiano. A atmosfera de horror psicológico que é a essência do conceito criado por John Carpenter é muito bem trabalhado e o vazio que há dentro de Michael Myers que ele preenche com o mal absoluto, mesmo com 71 anos de idade, continua bastante ameaçador, até mais do que no clássico de 1978. A diferença do filme original com essa continuação são as cenas de horror que neste filme possuem um conceito visual bem mais explícito, a violência gráfica é bastante perturbadora. A impecável trilha sonora do clássico, que foi composta por John Carpenter, também está presente neste filme.



Uma das grandes  surpresas deste filme é a presença da atriz Jamie Lee Curtis que dá vida nova a personagem Laurie Strode e do ator Nick Castle que vive novamente Michael Myers e está mais assustador do que nunca. Ambos já são idosos mas dão uma energia nova a franquia, é revigorante vê-los em cena. O filme também quebra alguns vícios de roteiro criados ao longo de todas as continuações de Halloween e que desagradaram bastante os fãs do filme original, como a irmandade de Laurie Strode com Michael Myers que a perseguia porque tinha um amor platônico pela própria irmã.

O filme é uma surpresa para o subgênero de terror ''slasher'' que moldou toda uma geração nos anos 1980 e que foi explorado até a exaustão em dezenas de filmes neste período. Halloween leva este subgênero a sério e está muito além de ser apenas uma homenagem tosca e nostálgica, ele cria um novo conceito que se adapta aos novos tempos, é o ressurgimento do subgênero numa continuação do clássico que o consagrou. Bem vindo de volta, Michael.


                             TRAILER:


              
Share on Google Plus

About leandro godoy

Sou o criador, editor chefe e escritor do site Cinema e Fúria. Gosto dos mais malucos exploitations, aos cultuados filmes de arte até ao mainstream do cinemão pipoca. Meus outros interesses são: odontologia, literatura e música.
    Comentar pelo Blogger
    Comentar pelo Facebook

0 comentários:

Postar um comentário